No dia 30 de maio, a EMEB Demétrio Rodrigues Pontes, em Cajamar/SP, realizou o primeiro sábado letivo de 2026 com uma programação voltada ao cuidado com a escola, à valorização da memória coletiva e à defesa dos direitos de crianças e adolescentes. A manhã reuniu oficinas abertas à comunidade, o lançamento da Revista Pontes e a caminhada Pela Vitória, em diálogo com a campanha Maio Laranja.
Um sábado letivo com dois objetivos centrais
Segundo a diretora Maria da Cruz Sousa Santos, o sábado letivo foi organizado a partir de dois eixos principais: a mobilização pelo enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes e a revitalização de diferentes espaços da unidade escolar. Na avaliação da gestora, a proposta também teve um caráter simbólico, ao trazer a memória da ex-aluna Vitória e reafirmar a necessidade de proteção da infância e da juventude.
A atividade articulou cuidado, convivência e participação social. Mais do que cumprir o calendário escolar, a escola transformou o sábado em um momento de encontro entre educação, território e compromisso coletivo com a vida.
Oficinas mobilizaram crianças, jovens e adultos
As inscrições foram abertas para crianças, adolescentes e pessoas adultas, com vagas limitadas e preenchidas por ordem de envio. Entre as oficinas oferecidas estiveram:
- Parede Verde — revitalização do jardim
- Quadra Viva — revitalização do entorno da quadra
- Letramento Ecológico — oficina de agroecologia
- Doutora Horta — cultivo de hortaliças e plantas medicinais
- Portas que Falam — oficina de lettering
De acordo com a diretora, essas ações dialogam com objetivos previstos no projeto político-pedagógico da escola, especialmente no que diz respeito ao cuidado permanente com o ambiente escolar e à construção de espaços educativos mais acolhedores e significativos.
Horta escolar fortalece a identidade da escola rural
Um dos destaques da programação foi o trabalho desenvolvido em torno da horta, que já integra a trajetória da escola e, neste ano, passou a contar também com uma horta medicinal. Na entrevista, Maria da Cruz explica que esse espaço é constantemente reorganizado e funciona como meio de aprendizagem para os estudantes, que acompanham processos de cultivo, cuidado com a terra e produção de alimentos saudáveis.
Por estar situada em área rural, a escola mantém uma relação estreita com práticas ligadas ao plantio e à vida no território. Nesse contexto, a horta não aparece apenas como atividade complementar, mas como parte da identidade da unidade e das experiências de muitas famílias da comunidade.
Comunidade participou das ações de cuidado com a escola
A manhã também foi marcada pela participação de familiares, moradores e colaboradores da comunidade, que contribuíram com doações de ervas medicinais, apoio às oficinas e pequenos reparos na estrutura escolar. A diretora destaca que essa presença fortaleceu a parceria entre escola e território e deu visibilidade a uma gestão democrática construída no cotidiano, com trabalho coletivo e corresponsabilidade.
Esse movimento mostra que a escola pública se fortalece quando amplia seus vínculos com a comunidade e reconhece que educar também envolve cuidar dos espaços, cultivar pertencimento e construir soluções em conjunto.
Revista Pontes registra a memória e a produção da escola
Outro momento importante do sábado letivo foi o lançamento da Revista Pontes, publicação criada para registrar a memória da escola e valorizar produções, trajetórias e experiências do coletivo escolar. A revista reúne a participação de diferentes segmentos da unidade, entre eles equipe escolar, conselho de escola, APM, grêmio estudantil, estudantes e comissão responsável pela publicação.
A iniciativa reforça a compreensão de que a escola também produz conhecimento sobre si mesma, sobre sua história e sobre os caminhos que vem construindo com seus estudantes e com a comunidade.
Caminhada reafirmou compromisso com a proteção da infância
Encerrando a programação, a caminhada Pela Vitória levou para o espaço público uma mensagem de conscientização e mobilização contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Para a diretora, a atividade expressou o engajamento das crianças, das famílias, da equipe pedagógica e dos funcionários em torno de uma pauta que exige atenção permanente da sociedade.


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